Agroeconotas 77

1º Congresso ECO-SOCIAL Brasil

www.eco-social.org.br

IDeSA - Instituto para o Desenvolvimento Socioambiental  APOIO: TV Cultura, Rádio Eldorado, Jornal Estadão, Revista Exame, CTO Publicidade Rede Internacional de Comunicação CTA-JMA,  ONG CTA - Consultants, Traders and Advisors -  Geradores de Negócios Sociambientais nos Mercados de Commodities Prezados Amigos, No desenvolvimento de nossas atividades, temos tido a grata satisfação de identificar um expressivo conjunto de empresas, entidades e órgãos de governo que compreendem que o comprometimento social e ecológico é o único caminho eficiente para se chegar a um futuro sustentável.  O 1º Congresso ECO-SOCIAL Brasil, que realizaremos de 26 a 28 de abril no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, viabilizará uma ampla discussão das principais questões socioambientais de nosso País, disponibilizando, em paralelo, um Espaço de Exposições de 2.000 m2 que abrigará 50 stands. O público estimado é de mais de 20.000 visitantes. Nessa verdadeira "feira" do que de melhor se realiza atualmente no Brasil, será possível expor e divulgar ações sociais e soluções tecnológicas para a preservação e aproveitamento racional dos recursos ambientais. Para conhecer detalhes do projeto, visualizar o mapa dos stands e garantir sua participação, acesse  www.eco-social.org.br ou entre em contato através do telefone (11) 5096.5328 - MHC Assessoria Será uma honra contar com sua participação.   Luciane Raspes Vice-presidente IDeSA - Instituto para o Desenvolvimento Socioambiental 

Lei exige certificação na venda de produtos orgânicos

Para comercializar qualquer produto orgânico, o produtor rural deverá ter agora um selo de um órgão oficial que ateste a qualidade. A nova lei que organiza a produção, a certificação e a comercialização dos produtos orgânicos, de nº 10.831, foi aprovada pelo Congresso Nacional no final do ano passado e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É a garantia ao consumidor de que, durante todas as etapas de produção ou processamento de um produto, não foram utilizados agrotóxicos ou qualquer insumo químico sintético ou ainda outras práticas que comprometam a saúde humana, animal, das plantas e do solo. No Paraná, consumidores e produtores têm à disposição um organismo de certificação, o Tecpar Cert, credenciado por entidades nacionais, reconhecido oficialmente e com o aval do Instituto de Tecnologia do Paraná, uma instituição com tradição e credibilidade conquistada pela sua trajetória ao longo décadas de serviços prestados à comunidade. "Somos uma certificadora que utiliza metodologia específica, mas que também orienta o produtor da melhor maneira para obter os resultados por ele esperados", afirma a responsável pela área de certificação de orgânicos, Ana Carolina Saupe.  "Nosso trabalho não é só fiscalizar", completa. Para o diretor operacional do Tecpar Cert, Júlio Felix, o diferencial é a orientação dada ao agricultor visando a obtenção do máximo de ganho com o mínimo de custo e de danos ao meio-ambiente. Mais informações sobre a lei podem ser obtidas pelo telefone (41) 316-3070(fonte: Gazeta do Parana – 29/01/04)

IV Workshop Internacional “Advances in Energy Studies”

Prezado Sr, Vimos por meio desta informar que o IV Workshop Internacional "Advances in  Energy Studies" (www.chim.unisi.it/portovenere/) será realizado na  Universidade Estadual de Campinas no período de 15 a 19 de Junho de 2004.  No evento, será discutida a relação homem-ambiente usando várias ferramentas científicas: termodinâmica de sistemas abertos, análise energética e econômica. Dentre os temas a ser abordados temos: cenários energéticos e ambientais para América Latina,  modelos tecnológicos para enfrentar a escassez de recursos não-renováveis,  capacidade de suporte dos nossos ecossistemas, produção sustentável de alimentos, valoração dos bens e serviços da natureza e as questões de eqüidade nas relações comerciais internacionais. Teremos a possibilidade de ouvir palestrantes de grande destaque internacional (E.C. Odum, M.T. Brown, S. Ulgiati, C. Giannantoni, C.A.  Hall, M. Giampietro, F. Gunther, W. Pengue, P. Fearnside, J. Durão e outros). As palestras terão tradução simultânea em inglês, português e espanhol.

ANIMAÇÃO

Pessoal, Aos agroecologistas e afins, segue o link de uma animação que já foi vista por mais de 2 milhões de pessoas: www.themeatrix.com .Um abraço, João Mangabeira.

Lição indígena para sustentabilidade de agroecossistemas

Pesquisadores do Museu Paraense Emilio Goeldi, em Belém, estão dando os primeiros passos na tentativa de recriar um misterioso solo fértil conhecido como terra preta, presente em manchas esparsas por toda a Amazônia. Espera-se que esse solo, associado a grandes aldeias amazônicas pré-coloniais, possa se revelar um aliado para tornar a agricultura de subsistência na região mais produtiva e sustentável. "Tudo o que se planta na terra preta dá, com maior qualidade e quantidade", afirma a geoarqueóloga gaúcha Dirse Clara Kern, 45, coordenadora do estudo. O mais impressionante é que locais com esse tipo de solo, ocupados por 50 anos ou mais, mantêm a fertilidade mesmo sem nenhum uso de adubo orgânico. É exatamente o oposto da maioria dos solos da Amazônia, que perdem seus nutrientes muito rapidamente, depois de desmatados. Nutrientes que, aliás, nunca faltam na terra preta, rica em fósforo, cálcio, magnésio, zinco, manganês e moléculas orgânicas. Hipóteses abundam para explicar como foi formado esse verdadeiro paraíso agrícola. Para alguns pesquisadores, os habitantes das grandes aldeias amazônicas do passado teriam intencionalmente enriquecido o solo que ocupavam com matéria orgânica. Kern, no entanto, aposta num processo de formação casual para esse solo: "Essas grandes comunidades naturalmente acumulavam uma quantidade enorme de matéria orgânica dentro da área da aldeia, seja de origem vegetal, porque as casas eram cobertas de palha, seja de origem animal, porque carneavam animais ali. Mesmo hoje, nas áreas ocupadas por índios e caboclos, nós podemos ver terra preta em formação, claro que de maneira não intencional".O problema é que, deixado a si mesmo, o processo é extremamente lento, explica a pesquisadora. Por isso, desde junho do ano passado, uma equipe multidisciplinar do Goeldi está utilizando matéria orgânica para recriar e acelerar o processo.A equipe está experimentado diferentes tipos de adubo orgânico, como serragem e sobras vegetais de madeireiras, e restos de açougue -ossos, sangue e carcaças. Numa área de quatro hectares (40 mil m2), o composto é espalhado sobre o solo e coberto com terra. Após essa primeira fase, microbiólogos e químicos analisam a presença de microrganismos e elementos no sistema todo."Isso é importante porque nós sabemos, por exemplo, que a microbiologia da terra preta é diferente da do solo normal, e a presença de microrganismos pode acelerar o processo de formação desse tipo de solo", diz Kern. Periodicamente, novas camadas de material são adicionadas.O projeto, financiado pelo governo do Pará, deve analisar como essas variáveis influenciam a formação da terra preta também a longo prazo, já que tem duração prevista para 25 anos. Além dos benefícios para o agricultor amazônico, o patrimônio arqueológico também poderá ser protegido pela pesquisa, já que os caboclos não teriam de ocupar as áreas de terra preta "pronta", ricas em vestígios de povos do passado.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo – 28 de janeiro de 2004.

Agrotóxicos vêm causando infertilidade e câncer

A infertilidade humana e animal tem relação com o uso de agrotóxicos. A declaração, do pesquisador titular da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Sérgio Koiffmann, é baseada em estudos preliminares da entidade. Ele participou hoje de seminário na Comissão de Agricultura e Política Rural. O evento debateu o uso de agrotóxicos e seus efeitos sobre a saúde da população e o meio ambiente.  Segundo o pesquisador, foram coletados dados que demonstram que os pesticidas estão atuando no organismo e podem estar mexendo na cadeia hormonal. Ao serem analisados espermogramas, o levantamento sugere uma tendência de queda na quantidade e qualidade dos espermas dos homens e dos animais mamíferos. CÂNCER - Outro alerta do pesquisador é com relação ao crescimento do índice de pessoas com câncer, que pode estar relacionado ao uso de agrotóxicos, basicamente através da alimentação. “Não são só as pessoas que manipulam que estão sujeitas a adquirir doenças causadas pelo uso do agrotóxico; a população geral também está”, afirmou. Koiffmann citou diversos tipos de câncer que têm aumentado na população, como o de próstata, testículos, mama, ovário e tireóide. O pesquisador da Fiocruz afirmou que, além de ter crescido o número de pessoas que fazem tratamento para fertilização, também foi diagnosticado um número excessivo de crianças com má-formação, doenças congênitas e abortos. Ele revelou, ainda, que ao mesmo tempo em que estão nascendo mais homens do que mulheres, eles também estão morrendo em maior número, o que pode ser constatado por meio de consultas junto aos cartórios de registro civil. (fonte: Panorama Brasil /DCI – 28/11/03)

Água e agricultura orgânica

A redução da poluição global é um dos indicadores mais importantes para garantir a sustentabilidade da vida no planeta Terra. Depois dos elevados índices de poluição do ar, cuja responsabilidade maior é atribuída às indústrias e veículos automotores, situados nas áreas urbanas, é a água, ou a falta dela, que mais ameaça a existência da humanidade. Contrariamente à poluição atmosférica, que ocorre mais intensamente nos meios urbanos, a poluição das águas, particularmente a da água doce potável, acontece no meio rural. Significa dizer que a água começa a ser contaminada nas nascentes ou nos cursos d'água e já chega contaminada à Cidade. O agronegócio intensivo é o principal vilão desse crime, ao descartar agrotóxicos ou dejetos de animais como porcos, diretamente em córregos e rios mais próximos. Recentemente tivemos a oportunidade de conhecer pessoalmente, mais que uma experiência, uma verdadeira vivên

cia pratica de sucesso e integração entre homem e natureza, preservando a qualidade da água, mediada pela produção consciente de alimentos denominada de agroecologia. Em visita a uma propriedade rural familiar em Paulo Lopes, vimos como é possível produzir hortaliças, frutas, flores e carne, utilizando-se a agricultura orgânica, sem contaminar o ambiente e ainda devolver água limpa à natureza. Nesta propriedade que pratica a agroecologia, o trator e os agrotóxicos foram substituídos pela galinha, que devora pragas e insetos, alimenta-se das ervas daninhas, revolve a terra e ainda fornece adubo natural. Tudo com a supervisão equilibrada e sem estresse do homem.Para assegurar a pureza da água devolvida ao ambiente, zonas de raízes, compostas por árvores frutíferas como bananeiras, fazem o papel de verdadeiros filtros naturais. Além produzirem frutos sadios consumidos in natura ou em forma de doces, balas, geléias e licores. Nada de agrotóxicos, nada de conservantes químicos. O resultado é qualidade de vida, produtividade e eficiência em harmonia com o ambiente.O líder da comunidade agroecológica visitada foi muito enfático ao se referir ao futuro da água: "se os moradores das cidades querem continuar a receber água limpa, precisam assumir um compromisso com quem produz no campo. Consumir apenas produtos limpos, isto é, sem contaminação por agrotóxicos e outras práticas poluentes das águas". Parece que a agricultura orgânica é o caminho para assegurar-se a qualidade e preservação da água para a humanidade. Por: Octalício Gonçalves Neto, neto@caithos.com.br, especialista em gestão social (CNI-UFRJ), consultor de projetos sociais corporativos.

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