Depois de algum tempo, venho ao grupo contar algumas novidades na área de implementação e divulgação, para o mercado profissional e das construções em geral, dos conceitos de Green Building ("prédio verde'').

Resumidamente, destaco que este conceito, no formato iniciado e  desenvolvido nos Estados Unidos, enfoca o processo de construção (e projeto) das edificações por uma  abordagem sistêmica, exemplificando:

- Eficiência energética e uso de energia renovável;

- Conservação de materiais e recursos;

- Preservação da água e eficiência em seu uso;

- Qualidade do ar (exterior e interior);

- Projeto integrado e multifacetado;

Em novembro de 2002, participei do congresso e exposição  internacional do USGBC  (United States Green Building Council) com mais de 3000 participantes e também de um pré-congresso para a formatação oficial do WGBC (World Green Building Council).

Minha missão, estabelecida pelo grupo formador do WGBC (partcipavam Estados Unidos, Canadá, Espanha, Austrália, Japão, Índia, México e Brasil) é a de montar, registrar e iniciar um Brazilian Green Building Council (BGBC -será este o nome?) nos moldes já realizados pela Australia, Espanha, por exemplo.

- Obs: Na Espanha escreve-se CONSEJO CONSTRUCCIÓN VERDE ESPAÑA.

O foco maior desta instituição é a transformação do mercado de construção em cada país, usando processos de certificação  e atraindo o máximo de sócios na área da indústria e profissionais de projeto e construção. O reforço mercadológico,  os ganhos operacionais, a obtenção de vantagens tributárias e financeiras de um green building também compõem os objetivos deste processo.
O WGBC e seus conselhos nacionais estarão focados na transformação do mercado,  apoiando outras instituições (por exemplo o iiSBE) nas políticas de pesquisa, desenvolvimento tecnológico, formação do conhecimento em geral e prestação de serviços de consultoria.
Relevante também foi a decisão de que o WGBC admitirá somente um GBC para cada país.
Nos moldes dos Estados Unidos, a possível divisão (ou não) em ''capítulos'' regionais caberá a cada GBC nacional, assim como a seleção do melhor Protocolo de Certificação green a adotar, desde que seja um instrumento homologado pelo WGBC. (Espanha está usando uma versão ''adaptada'' do LEED - protocolo amplamente adotado pelos profissionais e pela indústria dos Estados Unidos).
Muito material, papers, folders, links, CDs, livros, etc já temos disponíveis.
Diversas reuniões estão sendo realizadas com profissionais e empresários de diversas áreas, no sentido da constituição deste conselho, sem fins lucrativos, tentando observar os melhores padrões fiscais/tributários/marketing que conhecemos (alguns já bastante testados em outros institutos...)

Certamente conseguiremos apoio da iniciativa privada nesta empreitada e a colaboração dos  parceiros,  clientes, etc é vital para isso.
Segundo alguns céticos, tudo isto parece uma visão muito ''otimista'' do caminho a percorrer.

- Será?....

(obs: Contatos em S. Paulo informam que algumas empresas de porte multinacional já estão solicitando o processo de certificação green em seus novos edifícios, como pré-requisito de projetos e obras.)
Como todos ativistas ''green'' (e aí penso que todos nós estamos) estamos permanentemente tendo que ''re-inventar a roda'' e seguir um processo de contatos, ações - e necessárias flexibilizações - muitas vezes intuitivo.
Neste sentido, salve a Internet!

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