ÉTICA, PODER, LIDERANÇA & PARCERIAS

 Síntese

Eduardo Coutinho de Paula

Apresentação

Partilho da idéia de que os atuais movimentos mundiais de Eco Vilas e Permacultura representam uma continuidade natural do processo de desenvolvimento da consciência humana. O chamado “movimento alternativo” iniciado na década de 60 resultou num precioso aprendizado, trazendo um estado de maior consistência de ideais. Encontramo-nos agora numa fase mais avançada desse processo, uma percepção mais ampla e mais profunda e um maior grau de maturidade.

Considerando o atual estágio de conhecimento e tecnologia disponíveis, temos o estimulante desafio de identificar e reunir os mais adequados modos e técnicas a fim de garantir a nossa permanência no planeta, dentro de vitais critérios de sustentabilidade.

A base primordial para alcançarmos êxito neste ideal encontra-se na ampla temática do RELACIONAMENTO HUMANO. E somos agora todos convidados a colocar foco em uma série de aspectos, bastante relevantes e sutis, com o objetivo de conferir raízes e lastro a qualquer planejamento sustentável. Percebemos, assim, que, antes de mais nada, é fundamental nos dedicarmos ao aprofundamento de estudo e prática sobre os importantes pontos que se seguem:

·         ÉTICA tem sido uma palavra em moda nos últimos tempos. Dentro do atual contexto dos valores em nossa sociedade, o que entendemos por ética?

·         Muito se fala em LIDERANÇA, trabalho em equipe, cooperação e responsabilidade compartilhada. Perguntamos: há real disponibilidade para se partilhar o tão almejado PODER? Quais as formas mais usuais de abuso de Poder?

·         Qual é efetivamente  o grau e o tipo de PARCERIAS que se estabelecem em nossas relações, seja entre pessoas, entre grupos ou entre nações?

 A compreensão intelectual e os debates filosóficos sobre essas questões tendem a ser bem interessantes. A aplicação no dia a dia, entretanto, não corresponde à teoria idealizada. Existem enormes abismos causados pelas características de estrutura de nossos egos em interação e suas limitações emocionais, bem como pela necessidade de ampliarmos habilidades e competências, tais como:

·         questionar continuamente nossa própria conduta e atitudes pessoais,

·         catalisar a visão coletiva,

·         abrir mão de uma posição diferenciada e especial,

·         somar forças e saber cooperar com o outro,

·         agir em confiança e respeito mútuo,

·         assumir conseqüências e resultados pelo todo,

·         estar consciente da real natureza que sustenta nossas associações, etc.

Há muitas décadas, temos falado da erosão dos valores humanos e da necessidade de transformação social. Para a promoção de condições como qualidade de vida, igualdade e dignidade, um dos canais mais diretos é impulsionar a evolução da consciência através da comunicação e de uma educação mais integrada, que favoreça a formação holística do ser.

Como um dos possíveis caminho de educação/reeducação e como filosofia de vida, temos os Jogos Cooperativos - um importantíssimo movimento mundial que, aqui no Brasil, vem sendo catalisado há mais de dez anos por Fábio Brotto. Dentro do universo lúdico e em crescente aplicação por diversos profissionais nas mais diversas áreas, os Jogos Cooperativos, com uma pedagogia e cultura da Cooperação, vêm promovendo a “ensinagem” de novos modos de auto-percepção, de percepção do outro e de percepção do mundo, repensando com sucesso o velho paradigma da competição, individualismo e outros condicionamentos.

Destaco aqui a experiência voluntária de quatro anos desenvolvida através do “Centro de Vivências Nazaré”, em Nazaré Paulista - SP (www.nazarevivencias.com.br), bem como ricos aprendizados colhidos, profundas reflexões e insights resultantes de minha participação nos seguintes eventos ocorridos em São Paulo: Congresso Internacional Valores Universais e o Futuro da Sociedade; Seminário Internacional Ética & Cultura e Programa de Educação: Valores que Não Têm Preço – realização SESC São Paulo, Palas Athena, ISA, PUC-SP, UNESCO e Instituto ETHOS – e ainda do 2º Festival de Jogos Cooperativos – SESC Taubaté – SP, realização Projeto Cooperação, Instituto Cooperando e ALEGRIA, Lazer em Recreação – todos ocorridos no período de Setembro a Dezembro de 2001.

É um grande deleite para mim, procurar partilhar um pouco de minha experiência em vida comunitária. Assim, o que se segue é um ensaio, uma coletânea, uma pesquisa prática de fontes bem variadas, relato e colagem, informações e experiências vivas, na busca de uma integração. Para tanto, neste encontro ECOSUST, temos a intenção de usar uma metodologia de caráter vivencial através de partilhas e dinâmicas de grupo.

E podemos perceber que, juntos, já podemos vislumbrar o nascimento de uma nova ordem social, política e econômica no mundo...

Sobre o Significado da Ética

A ÉTICA está fundamentada na reflexão ou juízo crítico sobre valores humanos em conflito, à prática concreta nas relações. Expressa a atitude fundamental do ser humano em relação ao bem e o mal e os princípios para colocá-la em ação. A Ética representa uma condição fundamental para a liberdade, a opção com responsabilidade, com ausência de coerção e preconceitos. Requer a humildade para a diferença e a grandeza para mudar de opção.

Seguiremos mergulhados nas concepções e sentimentos inspiradores de muitas mentes e muitos corações, nossos companheiros de Ideais.

O Professor Ubiratan D’Ambrósio (UNICAMP) é presidente do Instituto de Estudo do Futuro/IEF, de São Paulo, além de membro de diversas instituições nacionais e internacionais, autor de diversos livros. Partilha da crença de que uma sociedade na qual são satisfeitas as pulsões de sobrevivência e de transcendência, com dignidade para todos, é viável. É entusiasta na criação de um novo sistema educacional para o futuro da sociedade que contemple a Cultura da Paz e a Ética da Diversidade. O Prof. Ubiratan considera que os conflitos resultam das diferenças e são naturais e que o equívoco é eliminar diferenças para eliminar conflitos. Conflito é diferente de confronto e violência. A prioridade é o cultivo da Paz: individual (interna), social, ambiental e militar.

Na sua visão, uma ética maior, a Ética da Diferença, deve viabilizar a sobrevivência e a transcendência da condição humana:

a)      Respeito pelo outro (c/ todas as diferenças)

b)      Solidariedade com o outro (na satisfação das necessidades materiais e espirituais)

c)      Cooperação (na preservação do patrimônio natural e cultural que é comum a toda a humanidade)

Através da ÉTICA tornamo-nos cientes e

responsáveis pelas respostas que damos ao mundo.

Talvez, o ponto mais alto de uma proposta ética seja a responsabilidade universal.   (Lia Diskin, co-fundadora da Associação Palas Athena, São Paulo-SP)

Sobre Propósito e Consciência de Grupo

Devemos ter sempre presente que a base para qualquer Grupo e requisito necessário é a coesão.  E um dos tipos de coesão reconhecidamente mais importantes é o de COMPARTILHAR VISÕES CLARAS.  E esta visão deve ser uma expressão honesta da essência do PROPÓSITO COMUM do Grupo.

David Spangler, pensador contemporâneo e autor de diversos livros, fala sobre a COMUNIDADE DE CONSCIÊNCIA: “jamais há um momento em que não estamos em comunidade e nossa prática é despertar para a experiência da comunhão”. A partir deste conceito, Comunidade pode representar uma realidade de experiências cotidianas que propicie o desenvolvimento integral do ser humano através de sua participação e interação num grupo de pessoas.

Mas o que podemos entender por CONSCIÊNCIA GRUPAL?

É um conceito sutil, nem tão simples de se explicar... Podemos encará-la como o oposto complementar do conceito de “consciência de massa”, ou seja, um elevado estado de organização na qual passa a existir a ênfase na valorização do indivíduo e sua integridade e cada indivíduo encontra sua própria autonomia.

Voluntariado e o Verdadeiro Sentido do Serviço

No início deste novo milênio, ainda vivemos num modelo dominantes/dominados; a diferença é interpretada em termos de superioridade e inferioridade. Numa dimensão de PARCERIAS, as diferenças são reconhecidas e nutridas, trabalhando-se ativamente para formar relações que enriqueçam as vidas individuais e fortaleçam as comunidades.

O vocábulo “voluntariado” e a expressão “trabalho voluntário” têm estado em voga nos últimos anos.  E ficamos estimulados a partilhar um pouco do sentido essencial do Serviço voluntário, como qualidade espiritual.

O Serviço é, por excelência, a técnica das corretas relações de grupo, quer seja na orientação de se tratar uma criança anti-social numa família, na relação entre religiões e partidos políticos, ou ainda entre nações. Tudo isso faz parte da nova e crescente Ciência do Serviço.

O Serviço não é simplesmente uma atividade desenvolvida por certas pessoas ou grupos, fazendo alguma coisa com boa intenção para com outra pessoa ou grupo. O Serviço, propriamente, é o resultado de um grande acontecimento interno e, quando esse resultado se verifica, descobre-se que se produziram por sua vez numerosas causas criadoras secundárias, que são principalmente uma mudança da consciência inferior, uma tendência para prescindir das coisas do eu pessoal em benefício de mais vastas conseqüências grupais; uma reorientação que é real e expressiva e um poder para mudar as condições (por meio da atividade criadora), que é a demonstração de algo dinamicamente novo.

Uma personalidade integrada e inteligente é adequada para se ocupar da parte que lhe corresponde como servidora no trabalho ativo do mundo, contanto que sua visão não esteja toldada pela ambição pessoal nem sua atividade tal, que degenere num sentimento de agitação, de exibição e de atividade febril. Cabe à Alma revelar à mente equilibrada e calma o passo a dar no trabalho da evolução do mundo, por meio da divulgação dos ideais.

Como ilustração disso, não poderia me ocorrer melhor exemplo que a organização de parcerias e realização em rede de eventos especiais, com o propósito de cultivar valores, fazer o intercâmbio de conhecimento e viabilizar projetos de sustentabilidade, tal como estamos podendo vivenciar através deste encontro sobre Eco Vilas e Permacultura.

O Estado de Ser em Comum-unidade

Um Grupo ou uma Comunidade está sempre em processo de mudança e renovação, sendo um organismo vivo. Assim, é melhor honrar e desfrutar deste rico processo.

Costuma-se dizer que a humanidade evolui em um movimento espiral e cada mudança de foco se dá em um nível mais elevado desta espiral; as lições aprendidas numa fase são aplicadas à próxima fase.  Segundo alguns estudiosos mais ousados, o reacender da “chama” ou “espírito” de Comunidade, pode representar uma grande transformação na sociedade sob todos os aspectos. A expansão de novos níveis da consciência humana provavelmente pode ser conquistada por nossa caminhada com foco na Comunidade como modelo para nossas organizações.

Todos os homens são pegos numa teia sem escape de mutualidade,

presos em uma peça de roupa singular do destino. O que quer que afete alguém diretamente, afeta a todos indiretamente.  Não posso nunca ser o que deveria ser

até você ser o que deveria ser e você não pode nunca ser o que deveria ser até que eu seja o que devo ser“. Martin Luther King   (Fonte : Inst. Christophorus)

Michel Maffesoli, professor da Sorbonne, em seu livro “No Tempo das Tribos”, afirma que essa sociedade dominada pela economia está em vias de perder sua hegemonia. Ele acredita que a mudança pode ser feita a partir das relações do cotidiano, constituídas por emoções, representações e experiências feitas por uma multiplicidade de “pequenos nadas”. Relações estas que poderiam ocorrer em pequenos grupos, em “tribos” no interior da sociedade de massa, transitórias em sua realização, mas criadoras de um estado de espírito duradouro. Elas poderiam se difundir, multiplicar e transformar em verdadeiras redes que conduziriam às mudanças.

O Uso do Poder e Influência

Podemos definir PODER como sendo a capacidade de exercer influência, isto é, de mudar as atitudes ou o comportamento de indivíduos ou grupos.

Descrevemos três realidades nas organizações: dependência, independência e interdependência – baseadas em três diferentes maneiras de usar o Poder.

Uma percepção alternativa do Poder:

·         Que é construtivo e que gera a interdependência.

·         Que se baseia na verdade e na sabedoria.

·         Que está voltado para o bem da organização e não se sujeita às ambições pessoais.

·         Que se baseia na colaboração, no consenso e nas parcerias.

·         Que inspira, dignifica e beneficia a todos.

·         Que é flexível e está sempre pronto a ceder quando encontra um plano melhor do que o seu.

·         Que não é político e que evita partidos e facções.

·         Que se baseia no discurso e na prática honesta.

·         Que é gentil, humilde e bondoso.

·         Que tem foco em ser justo e que tem a coragem de desmontar uma estrutura inteira para refazê-la de modo melhor.

·         Que gera resultados positivos e que cura a organização.

O que é ser Líder?

            A seguir, reproduzimos o conteúdo de um folheto recebido no espaço AntaKaranA, a Willis Harman House, São Paulo (www.worldbusiness.org), sede no Brasil de três instituições internacionais ligadas à construção de um futuro sustentável e transformação global.

O líder inspirador lidera pela coerência entre a ação e discurso no seu dia a dia.

Vivendo os valores que prega.

Mostrando mais que dizendo.

Inspirando pelo exemplo.

Vivendo com seus liderados a realidade de seu pensamento.

O líder inspirador tem tempo.

Tem proximidade dos seus liderados.

Confiança e atenção.

O verdadeiro líder inspirador,

quando termina uma tarefa, sua equipe diz:

“Que belo trabalho nós fizemos.”

Ferramentas que sustentam sua liderança:

·         Paixão pela causa

·         Perseverança

·         Alegria de fazer

·         Força interior

·         Capacidade de servir

·         Humildade

“O perigo é não fazer nada com medo de fazer pouco.”

O líder inspirador não comanda, apascenta.

Seus valores fundamentais são:

·         Solidariedade

·         Honestidade

·         Compaixão

Liderança não é o amor ao poder, é o poder do amor.

Conclusão

            Para finalizarmos, abordaremos de modo vivencial um artigo que escrevi, cujo tema é “Partilhando sobre Liderança e Parceria” (Revista Jogos Cooperativos, N. 7 – Ano I – Fevereiro de 2002), cujo conteúdo é bastante elucidativo para o fato de que todos os temas acima abordados são, antes de tudo, uma questão de atitude e que, portanto, o trabalho é interior e deve começar por cada um de nós. Que possamos ter sempre presente em nossa mente amorosa e coração inteligente que já dispomos da BASE e ferramentas necessárias.

Complemento

O QUE VOCÊ PODE FAZER HOJE

(extraído da Carta circulada na Internet dos escritores Neale Donald Walsch, Marianne Williamson, James Redfield, James Twyman e Dorin Virtue – EUA - Setembro/2001)

“Um ensinamento central da maioria das tradições espirituais é: o que você que para você, dê para o outro.

Procure perceber, agora, o que você quer experimentar em sua vida e no mundo. Então veja se existe alguém para quem você pode ser a fonte dessa experiência.

Se você quer experimentar a paz, dê paz para outra pessoa.

Se você quer sentir que está seguro, dê esse sentimento de segurança para outra pessoa.

Se você que compreender melhor as coisas aparentemente incompreensíveis, ajude os outros a compreender melhor.

Se você quer curar a sua própria tristeza ou raiva, busque curar a tristeza e a raiva de outra pessoa.

Os outros estão esperando por você agora. Eles estão esperando pela sua orientação, coragem, ajuda, força e compreensão. Acima de tudo, eles estão esperando pelo seu amor.

Nós amamos você, é enviamos agora os nossos mais profundos pensamentos de paz.”

 

Referências Bibliográficas

·         CLEIRBAUT, G. - Criando Organizações Interdependentes – Artigo

·         DE PAULA, E. C. – Vivendo em Comum-unidade – Livro de Boas Memórias, 2º Festival de Jogos Cooperativos: Construindo Um Mundo Onde Todos Podem VenSer, Setembro/2001.

·         DE PAULA, E. C. – Praticando a Cooperação: Módulo Jan/2002 - Curso de Pós Graduação Lato Senso em Jogos Cooperativos – Projeto Cooperação/UNIMONTE - Centro Universitário Monte Serrat, Santos - SP

·         KIEFER, C.F. – A Lideranças nas Organizações Metanóicas

·         LUCAS, J. - Balance of Power, Artigo

·         MAFFESOLI, M – No Tempo das Tribos

·         MARRIOTT, S. – Consciência de Grupo, palestra – Jornal Partilha, Ano IV, N. 6, 2002 - Centro de Vivências Nazaré

·         MARRIOTT, S, - Uma Jornada Interior (From the Center) – São Paulo: Ed. Pensamento

·         WALKER, A, - A Verdade Interior – Um guia do trabalho espiritual da Comunidade de Findhorn – São Paulo: Editora TRIOM

·         WHEATLEY, M. - Liderança e a Nova Ciência – São Paulo: Cultrix

Outras Referências

·         BROTTO, F. O – Jogos Cooperativos: Se o Importante é Competir, o Fundamental é Cooperar – Ed. Projeto Cooperação, Santos – SP, 1997

·         BROTTO, F. O – Jogos Cooperativos: O Jogo e o Esporte como um Exercício de Convivência – Ed. Projeto Cooperação, Santos – SP, 2001

·         NAZARÉ - Associação Centro de Vivências Nazaré – Regulamento Interno (versão Janeiro 2001): Nazaré Paulista – SP

·         PERMACULTURA: Curso Design e Consultoria – Instituto Austro-Brasileiro - Rede Brasileira de Permacultura

·         Revista “e” - Novembro 2001, N. 4 – Ano 8 - SESC São Paulo

·         Revista EXAME – Quem é o Líder em Sua Empresa? – Março/1998

·         Revista Jogos Cooperativos, N. 7 – Ano I – Fevereiro de 2002 – Lannes Consulting S/C

·         Revista Paradigma: O Executivo como Agente de Transformação - A Organização como Comunidade - AMANA, Desenvolvimento & Educação.

 

Eduardo Coutinho de Paula é graduado em Engenharia Química (1987) pela Escola de Engenharia Mauá - SP, e atuou durante 10 anos em empresas nas áreas química e metalúrgica, com ênfase em suprimento de materiais e especialidade em sistema de garantia de qualidade e auditoria. Ministrou diversas palestras e trabalhos lúdicos sobre Percepção e Expressão, coordenando a “Oficina de Atividades Integradas” em São Paulo, interior e outras capitais – AMORC. Desde 1997 participa ativamente da “Associação Centro de Vivências Nazaré”, onde atuou como membro do Conselho Administrativo e focalizador de diversos setores. Tem desenvolvido e facilitado trabalhos vivenciais, dinâmicas e estudos em grupo, sempre procurando nutrir valores como simplicidade, criatividade, ecologia interna, co-responsabilidade e partilha de experiências. Foi responsável pela implantação e coordenação do processo de “Trimembração” em Nazaré - sistema de organização, tomadas de decisão e de liderança compartilhada, originado na linha antroposófica. Dedica-se ao contínuo aprofundamento sobre consciência de grupo e liderança. Atualmente, está comprometido com novos modos de reeducação, com foco na construção de uma sociedade sustentável a partir do resgate da comunhão de Propósito e aplicação da liderança grupal, parcerias, interdependência e cooperação.  Os temas recentemente desenvolvidos em Cursos ou trabalhos apresentados em Congressos e Seminários são: “Vivendo em Comum-unidade”, “O Sistema da Trimembração”, “Praticando a Cooperação” e “Liderança & Parceria”.

Contato: educp@hotmail.com

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