DEFESA PESSOAL

Texto adaptado do livro O FUTURO ROUBADO de Theo Colborn, Dianne Dumanoski e John Peterson Myers, 2002.

A ameaça discutida neste livro pode parecer avassaladora, especialmente para aqueles que a confrontam pela primeira vez. Sentimentos de medo e desamparo não são incomuns em nossa experiência. O problema que descrevemos é, de fato, um problema assustador. Ninguém deveria subestimar sua seriedade, mesmo que a magnitude que essa ameaça representa para a saúde e o bem-estar humanos ainda não esteja clara. Da mesma forma seria perigoso nega-la. Mas pode isto ser uma forte tentação face aos problemas enormes e insidiosos diante dos quais muitas pessoas se sentem desamparadas e desesperadas.

Entretanto, não importando quão sinistros e perturbadores os fatos pareçam ser, fatos não são fatos. Tendências não são o destino. Três décadas atrás, as previsões de Rachel Carson sobre o impacto dos agrotóxicos levaram as mudanças importantes em seu uso e desta forma evitaram grande parte da apocalíptica “primavera silenciosa” por ela imaginada. Hoje, o conhecimento científico cada vez maior sobre os agentes químicos que afetam o sistema endócrino nos confere um poder parecido, e possibilita que nos desviemos dos perigos delineados nos capítulos anteriores. Este fato deveria ser a razão de nossa esperança, e não de desespero.

Infelizmente, porém, as soluções para esses problemas não serão nem fáceis nem rápidas. Grande parte da preocupação sobre agentes químicos sintéticos hormonalmente ativos advém de sua persistência no ambiente. Muitos não se degradam facilmente em compostos benignos. Uma geração após os países industrializados terem parado de produzir os mais notórios desses agentes químicos persistentes, seu legado continua persistindo nos alimentos e no corpo dos seres vivos. Alguns destes permanecerão no ambiente por décadas. Em alguns poucos casos, por séculos. Ao mesmo tempo, outros agentes químicos hormonalmente ativos continuam sendo produzidos. Novas fontes inesperadas de exposição continuam a se revelar. O fato mais perturbador é muitos de nós já apresentarmos níveis de contaminação que podem colocar em risco tanto nós mesmos quanto nossos filhos.

Lutar contra esse perigo requer ação em várias frentes. A meta é a eliminação de novas fontes de alteração hormonal e a minimização da exposição a contaminadores hormonalmente ativos já espalhados pelo ambiente. Isso significará pesquisa científica; reavaliação, por parte das indústrias, de seus agentes químicos, produtos e processos de produção; novas políticas governamentais; e esforço pessoal por parte dos indivíduos, para protegerem a si próprios e a suas famílias. Tragicamente não há como reparar os danos sofridos pelas inúmeras pessoas que carregam impedimentos originários de alteração quimicamente induzida durante a fase inicial de seu desenvolvimento. Esses danos não podem ser desfeitos. Mas, com trabalho sério de governos, cientistas, corporações e indivíduos, será possível reduzir a ameaça para a próxima geração. Com o tempo, os efeitos negativos que agora são evidentes na vida silvestre e entre seres humanos poderiam diminuir e desaparecer gradualmente.

Trata-se de uma boa notícia, em meio a esta situação preocupante. Embora os agentes químicos que alteram hormônios possam causar danos dolorosos e permanentes em pessoas que foram expostas  no útero de suas mães, eles não atacam diretamente os genes nem causam mutações genéticas que resistem por gerações. Eles não alteraram o projeto genético básico que sustenta a nossa humanidade. Se os alteradores forem removidos do corpo e do útero das mães, as mensagens químicas que guiam nosso desenvolvimento poderão novamente chegar sem impedimentos ao seu destino.

Até agora, as mulheres em geral acreditavam que poderiam ajudar a assegurar a saúde de seus filhos sendo cuidadosas durante a gravidez, controlando o que comem e bebem e evitando a exposição à raios-x, agrotóxicos e outros agentes químicos tóxicos. Esta prudência no curto prazo certamente protegerá o feto de muitos tipos de danos permanentes, inclusive dos devastadores efeitos neurológicos do álcool. Mas proteger a próxima geração da alteração hormonal exigirá uma vigília muito mais longa – por anos ou décadas – porque a dose que chega no útero não depende do que a mãe ingere durante a gravidez, mas também dos contaminantes persistentes acumulados na gordura do corpo até aquele momento em sua vida. Como foi discutido anteriormente, as mulheres transferem esse estoque químico acumulado por décadas a seus filhos durante a gestação e a amamentação.

Assim, é essencial que nós, como indivíduos e como membros da sociedade, façamos as escolhas certas para reduzir o legado químico que está sendo transmitido de uma geração a outra. Na defesa dos interesses da próxima geração e das outras que virão, nós precisamos colocar um limite no tipo de exposição a que as crianças são submetidas quando crescem. Precisamos manter no nível mais baixo possível a carga tóxica que as mulheres acumulam no decorrer de suas vidas antes da gravidez. As crianças tem o direito de nascer livres de agentes químicos.

Nossas escolhas diárias como consumidores terão efeitos dramáticos na quantidade de exposição que sofremos. Um impacto que poderá se estender por gerações. A comida que consumimos pode ajudar a proteger nosso filhos. A forma como criamos e alimentamos nossas filhas pode ajudar a proteger nossos netos e netas.

Existem muitos fatos desconhecidos e muitas incertezas, mas até que respostas definitivas estejam disponíveis algumas diretrizes simples podem ajudar a prevenir riscos desnecessários.

Saiba que água você está bebendo

Você tem  direito de saber o que a água que você bebe contém. Leve em consideração a integridade das fontes de onde ela vem e não se tranqüilize com falsas pressuposições a respeito da segurança dessa água. Se você bebe água de poço, preocupe-se com contaminação dos lençóis freáticos, principalmente se você vive em zonas rurais. Os riscos para os suprimentos de água potável pode ser maior durante e imediatamente após o pico das temporadas de aplicação de agrotóxicos.

Se a sua água vem de uma fonte comunitária, descubra junto à autoridade responsável qual é o programa utilizado para a análise da água e o que os testes revelam. Exija que as autoridades analisem a água pelo menos uma vez por mês e que comuniquem o resultado ao público. As autoridades tem a responsabilidade fundamental de dizer o que a sua água contém e de permitir que você decida que riscos quer correr. Diga aos dirigentes de sua companhia de abastecimento de água que você está interessado em saber se eles analisaram a água para verificar a presença de agentes químicos mimetizadores de hormônios, especialmente os herbicidas atrazina e dactal. Esses agentes químicos muitas vezes funcionam como sentinelas. Se um deles é encontrado, outros agrotóxicos provavelmente também estarão presentes. A análise semanal da água se justifica na época do plantio, quando os produtores estão aplicando agrotóxicos em suas plantações. É pouco provável que o tratamento de água com cloro contribua para os perigos da alteração hormonal.

Não dependa só de filtros projetados, em princípio, para remover bactérias, microorganismos e gostos ou cheiros desagradáveis. Eles podem não remover os agentes químicos sintéticos hormonalmente ativos.

Não pressuponha que a água engarrafada é corretamente controlada ou descontaminada, especialmente se a garrafa for de plástico.

Moradores de áreas cujas fontes de água são duvidosas podem procurar trata-la enquanto lutam para melhorar a qualidade do abastecimento público. Unidades de tratamento caseiras podem ser compradas com facilidade. Porém, este tratamento é apenas um passo radical, funcionando somente a curto prazo. Esta solução é completamente inviável como solução global para o problema da contaminação da água.

Escolha seus alimentos com inteligência

Peixe limpo é uma das fontes mais saudáveis de proteína animal. Porém, como já vimos, os peixes também podem ser uma fonte de contaminação. Por essa razão os consumidores devem considerar escrupulosamente todos os avisos sobre contaminação nos peixes.

Evite gordura animal sempre que possível. Como ficou demonstrado pela maratona da molécula de PCB, muitos desses agentes químicos viajam pela rede alimentar transportados pela gordura, e vão se concentrando cada vez mais à medida que escalam a cadeia até os predadores no topo, como ursos polares e seres humanos. Em um relatório de 1994, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos revelou que carnes e queijos são uma fonte importante de exposição à dioxina nos dias de hoje. Assim, consumir menos gordura animal, reduz em muito a exposição a estes agentes químicos. Novamente, é especialmente importante que as mulheres minimizem o consumo de gordura animal desde o nascimento até o final do período em que possam ter filhos. Elas são responsáveis pela próxima geração e por proteger seus filhos de contaminações. Além disso, uma dieta familiar rica em legumes e verduras, grãos e frutas, tem um benefício multigeracional, pois reduz o risco de doenças do coração e câncer em adultos, e pode ajudar a proteger os filhos e netos da alteração hormonal pré-natal.

Compre ou plante seus próprios legumes, verduras, grãos e frutas com métodos orgânicos. Se esse tipo de produto não estiver disponível no seu supermercado, ou se o produto for caro, verifique se o supermercado oferece produtos que tenham sido testados e não oferecem nenhum resíduo detectável. Encoraje o supermercado a estocar e promover frutas e verduras orgânicas.

Minimize o contato do plástico com os alimentos. Evite aquecer alimentos em pote de plástico ou embrulhados em plástico. Use vidro ou porcelana para cozinhar em forno microondas. É muito possível que alguns plásticos sejam inofensivos. Mas com a descoberta de que agentes químicos alteram hormônios migram de alguns plásticos, a cautela é justificada.

Consumidores, processadores de alimentos, vendedores e supermercados exigem cada vez mais que frutas e verduras tenham uma aparência perfeita, sem falhas causadas por insetos, fungos ou doenças. Tais falhas não são prejudiciais, nem tornam uma fruta ou verdura menos nutritiva, mas as expectativas de perfeição fazem aumentar o uso de agrotóxicos. Por exemplo, entre 60 e 80% dos agrotóxicos aplicados em laranjas servem para melhorar a aparência cosmética da pele da fruta. Nesse caso, ou em outros casos parecidos, não se pode dizer que os agrotóxicos estejam sendo usados para alcançar maior  quantidade ou qualidade.

Os pesquisadores estão apenas começando a reconhecer a gama de benefícios do aleitamento materno, que além de contribuir para criar laços entre a mãe e o bebê, também fornece aos recém-nascidos uma importante proteção imunológica além de um sem-número de substâncias que favorecem o seu desenvolvimento. Hoje, concomitantemente, a amamentação expõe o bebê também a níveis preocupantes de contaminantes químicos. De acordo com estudos sobre contaminação do leite materno, é na primeira infância que uma pessoa ingere as doses mais altas de contaminantes em toda a sua vida – níveis entre 10 e 40 vezes maiores do que a exposição diária de um adulto. Tragicamente o leite materno é a única forma de eliminar os agentes químicos persistentes do corpo da mãe. Apesar da preocupação, é prematuro aconselhar as mulheres contra a amamentação. Além disso alguns estudos sugerem que a transferência maior desses contaminantes se dá ainda no útero materno, antes do nascimento. É urgente fazer pesquisas que determinem se as concentrações de alteradores hormonais no leite materno representam um perigo tão grande a ponto de se tornar desaconselhável a amamentação para algumas mulheres. As mulheres mais velhas geralmente apresentam uma carga muito mais elevada de agentes químicos persistentes do que as mães que tem seu primeiro filho aos 20 anos de idade. Embora o leite de vaca não tenha os benefícios específicos do leite humano, ele contém apenas um quinto da concentração de contaminantes persistentes. Têm uma vida mais curta, são vegetarianas e eliminam os seus contaminantes de seu corpo constantemente ao serem diariamente ordenhadas. Não podemos ignorar a urgência da questão dos contaminadores persistentes ao compararmos os méritos do aleitamento materno com outras alternativas, como alimentar os bebês com fórmulas cuja base é o leite de vaca.

Evite usos e exposições desnecessários

Lave suas mãos com freqüência. Estudos mostram que muitos agentes químicos sintéticos evaporam e então se acomodam sobre superfícies interiores – balcões, mesas, móveis, roupas – onde podem facilmente ser captadas por quem as toca. De fato, especialistas em manutenção das condições do ar no interior de prédios coletam amostras de contaminadores esfregando as superfícies com um equipamento especial. Desenvolver o hábito de lavar as mãos, especialmente no caso de crianças, que muitas vezes sentam e brincam no chão, é um método simples e eficaz de reduzir a exposição.

Nunca pressuponha que um agrotóxico é seguro. Qualquer coisa concebida para afetar organismos vivos pode também ser prejudicial aos seres humanos e outros animais de maneiras inesperadas.

Passar o ônus da prova para os fabricantes de agentes químicos. Compostos químicos continuam a ser regulamentados por informações bastante inadequadas e incompletas. O sistema em vigor causa preocupação, pois pressupõe que os agentes químicos são inofensivos até que se prove o contrário. O enfoque atual, que presume a inocência, repetidamente provoca doenças em seres humanos e causa danos aos ecossistemas. Cada composto deveria ser submetido a análise antes de poder ser comercializado. Atualmente, a ferramenta para a avaliação de risco é empregada para manter compostos questionáveis no mercado até que sua culpa seja comprovada. Essa ferramenta deveria ser redefinida como um meio de manter agentes químicos ainda não testados, fora do mercado e de eliminar os compostos mais perigosos de forma ordenada e oportuna.

Uma avaliação sistemática de plásticos e de sua possível ação contaminadora de alimentos deveria ser uma das prioridades. Nos últimos 30 anos, o plástico se tornou essencial para o sistema de distribuição de alimentos, de forma que praticamente todos os alimentos – da água à geléia – chegam envolvidos em algum tipo de embalagem plástica. Até que ponto e sob quais circunstâncias os compostos biologicamente ativos estariam migrando dos plásticos para os alimentos e bebidas? Essa contaminação é suficiente para ser uma ameaça a saúde? Existem formas seguras, inertes, de plástico que não liberam agentes químicos sintéticos para os alimentos embalados ou guardados nesses plásticos?

Estudos recentes apontaram o envolvimento de certos compostos sintéticos, amplamente usados, na alteração hormonal. Entre eles estão os ptalatos, um ingrediente dos plásticos, e os alquil-fenóis-polietoxilatos, encontrados em plásticos, detergentes e muitos outros produtos. Nós precisamos entender melhor o que acontece com esses compostos no ambiente. Como eles se decompõem? Quais são as possíveis conseqüências, para o ecossistema, dos compostos originais ou dos metabólicos gerados a partir da sua degradação pela luz, bactéria e outros processos naturais?

Braungart identifica várias diretrizes para a produção destes químicos que tornará mais fácil a tarefa de sua identificação e reciclagem:

·        Reduzir significativamente o número de agentes químicos no mercado. Com cem mil agente químicos sintéticos comercialmente disponíveis em todo o mundo e mil novas substâncias sendo lançadas no mercado a cada ano, há pouca esperança de se descobrir, antes dos danos terem sido feitos, qual o destino de cada um desses agentes nos ecossistemas ou qual tipo de problema causam a seres humanos e outros seres vivos.

·        Reduzir o número de agentes químicos utilizados em cada produto; tornar os produtos mais simples.

·        Produzir e comercializar apenas agentes químicos que possam ser facilmente detectados em níveis relevantes no mundo real, com a tecnologia já existente. Alguns compostos, ainda amplamente empregados, são difíceis de medir pelo mundo afora, tornando difícil, econômica e praticamente, o estudo de sua contaminação no ser humano.

·        Restringir a produção apenas a produtos que tem uma composição química completamente definida e interromper a produção dos produtos que contém uma mistura imprevisível de agentes químicos. É difícil testar essas mistura – por exemplo, os 209 PCBs – e identifica-las depois de terem sido lançadas no ambiente.

·        Impedir a produção de um agente químico a não ser  que sua degradação no ambiente esteja bem compreendida. Em alguns casos, agentes químicos lançados no ambiente podem se decompor em substâncias que são mais perigosas do que o agente químico original.

“ECOEPIDEMIOLOGIA.....”

Texto adaptado do livro O FUTURO ROUBADO de Theo Colborn, Dianne Dumanoski e John Peterson Myers, 2002.

São poucas as chances de que seja possível demonstrar uma relação simples de causa e efeito entre um agente individual ou grupos selecionados de agentes químicos sintéticos que alteram hormônios e problemas como a queda na contagem de espermatozóides, que já estamos presenciando. A avaliação dos riscos no mundo real precisa reagir a problemas reais em tempo real.

Para satisfazer essa necessidade, alguns ambientalistas começaram a desenvolver um método de avaliação conhecido como ecoepidemiologia. De acordo com ela, julgamentos práticos e decisões são tomados com base no conjunto das evidencias coletadas de várias fontes, inclusive dados sobre vida silvestre, estudo de laboratório e pesquisas sobre os mecanismos de ação hormonal ou toxicidade. Este enfoque avalia a totalidade da informação sob a luz dos critérios epidemiológicos para determinar causalidade, por exemplo: se a exposição acontece antes do efeito; se existe uma associação consistente entre um contaminador determinado e certos danos; e se a associação é plausível tendo em vista o conhecimento atual sobre os mecanismos biológicos. Porém, este trabalho de detetive ambiental do mundo real é julgado com base no “peso da evidência”, não com base no ideal científico de provar as coisas, que é mais apropriado para experiências controladas de laboratório e para prática da ciência do que para a resolução de problemas e para a proteção da saúde pública no mundo real. Como algumas pessoas já observaram, a ecoepidemiologia é parecida com o processo de decisão que um médico usa para diagnosticar um caso de apendicite – quando uma falha em agir pode ter graves conseqüências. Da mesma forma que op acúmulo de evidencias e as interferências a partir do bom senso levaram à conclusão de que fumar causa câncer, talvez em breve seja possível concluir, ou mesmo provar, com base no peso das evidências, que os agentes químicos que alteram hormônios estão relacionados ao aparecimento de câncer testicular,
à queda na contagem de espermatozóides no sêmen e às dificuldades de aprendizagem e deficiências de atenção em crianças.

O câncer é uma doença dramática, com efeitos devastadores para as vítimas e suas famílias. Embora o câncer seja trágico em nível pessoal, populações saudáveis podem repor rapidamente os indivíduos perdidos para as doenças.

Como os agentes químicos alteram hormônios agem ampla e insidiosamente para sabotar a fertilidade e o desenvolvimento, eles podem prejudicar a sobrevivência de espécies inteiras – talvez, a longo prazo, também da espécie humana. Isso pode ser difícil de imaginar em um mundo onde a população humana está crescendo, mas os estudos sobre contagem de espermatozóides sugerem que os contaminadores ambientais já estão tendo um impacto sobre a população humana como um todo, não apenas sobre indivíduos. Em seu assalto ao desenvolvimento, esses agentes químicos tem o poder de diminuir o potencial humano. Em seu assalto à reprodução, não minam apenas a saúde e a felicidade de indivíduos que sofrem com a esterilidade; atacam o frágil sistema biológico que através de bilhões de anos de evolução permitiu que a vida milagrosamente recriasse a vida.

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