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A Monsanto Co. acusa o Brasil de piratear soja Washington, 5 de Maio de 2003 - Agricultores norte-americanos pediram ao governo de George W. Bush para tomar alguma medida contra o Brasil, acusando os fazendeiros do País de piratear soja transgênica da Monsanto Co.. "Há agricultores que estão usando nossa tecnologia sem nos compensar", afirma a porta-voz da Monsanto, Lori Fisher. A empresa procura uma solução para o Brasil "que seja justa para todos os agricultores e proteja a propriedade intelectual de nossa tecnologia". Os produtores norte-americanos informaram ao gabinete do representante comercial dos EUA, Robert Zoellick, que os brasileiros estão desafiando a proibição do governo do Brasil de cultivar organismos geneticamente modificados. Eles acusam os fazendeiros brasileiros de cultivar sementes sem pagar direitos à Monsanto e de negociar a safra como se ela não fosse transgênica. "Os agricultores brasileiros roubam as sementes e vendem a colheita transgênica como se fosse convencional por preços mais altos", afirma Ron Heck, fazendeiro de Perry, Iowa, e vice-presidente da American Soybean Association, que representa 26 mil agricultores. "Não é uma boa situação para mim e não é uma boa situação para a Monsanto", afirma. Muitos consumidores globais, como a China, relutam em importar produtos transgênicos. No Brasil, representantes do mercado alegam que a soja transgênica ilegal do Rio Grande do Sul é vendida ao mesmo preço da convencional. As acusações chegam em meio ao aumento da concorrência pelas vendas ao exterior entre os Estados Unidos, maior produtor mundial de soja, e o Brasil, segundo maior. A soja gerou uma receita de US$ 15 bilhões nos Estados Unidos, dos quais um terço em exportações. (Gazeta Mercantil/Página B10)(Bloomberg News) Registro - Aumenta restrição contra OGMs 5 de Maio de 2003 - Um comitê do Parlamento Europeu votou por elevar as barreiras de exportação sobre alimentos transgênicos, um tema que separa os Estados Unidos e a Europa, divulgou o The Wall Street Journal, citando como fonte um legislador. Pelas regras propostas, que serão votadas pelo Parlamento Europeu em junho, nenhum alimento com produtos geneticamente modificados (OGMs) pode ser exportado sem o consentimento dos países importadores. O representante do Comércio dos Estados Unidos, Robert Zoellick, qualificou o veto da Europa sobre os alimentos transgênicos de "imoral" e "retrógrado" pois contribui para aumentar a fome no sul da África, Zâmbia e Zimbábue. Esses países rejeitaram doações de milho dos EUA temendo que parte dos grãos fosse transgênico. "A tentativa dos EUA de explorar a escassez temporária de alimentos na África para forçar os países em desenvolvimento a aceitarem os transgênicos demonstra o quanto precisamos dessa regulamentação", disse Jonas Sjoestedt, do Partido Verde sueco. |