Perigos dos Alimentos Geneticamente Manipulados - Uma Lista Parcial
(Trechos do livro Seeds of Deception)
Manipulação industrial e conluio político, e não ciência confiável, permitem aos alimentos geneticamente modificados (GM) chegarem ao mercado. Funcionários governamentais reclamaram de serem perseguidos, destituídos de suas responsabilidades ou despedidos (p. 77-83). Cientistas foram ameaçados. Evidências foram roubadas. Dados foram omitidos ou destorcidos. Cientistas do Food and Drug Administration dos EUA alertaram de que alimentos geneticamente modificados (GM) poderiam criar toxinas, alergias, problemas nutricionais e novas doenças; seus superiores hierárquicos, incluindo um ex-advogado da Monsanto, ignoraram recomendações daqueles sobre testes de segurança de longo prazo (p.131-140). Nenhum teste foi exigido (p.146). Há somente dez estudos publicados sobre alimentação animal com alimentos GM - dois são independentes. Um desses estudos descobriu danos ao sistema imunológico e órgãos vitais e condições pré-cancerígenas em potencial (p. 12-13). Quando o cientista tentou alertar o público, perdeu seu emprego e foi silenciado por ameaças de processo legal (p.18-20). Da mesma forma, dois outros estudos mostraram evidências de uma condição potencialmente pré-cancerígena (p. 37). Um estudo não-publicado revelou que ratos de laboratório alimentados com alimentos de safras transgênicas desenvolveram lesões estomacais; sete dentre os 40 ratos morreram em semanas. A safra foi aprovada sem qualquer teste adicional (p.37, 137-140). Os estudos dessa indústria aparecem adulterados para evitar que se ache problemas. Por exemplo, no caso do hormônio de crescimento bovino manipulado geneticamente (rbGH), pesquisadores injetaram vacas com somente um-quarenta-e-sete-avos da dosagem normal antes de reportar resíduos do hormônio no leite (p.91-92). Eles aqueceram o leite por um período120 vezes mais longo que o padrão para poder reportar que a pasteurização destrói o hormônio (p.93-94). Eles incluíram no seu estudo vacas grávidas antes do tratamento, a fim de alegar que o rbGH não é empecilho à fertilidade (p. 89). As vacas que caíram doentes foram completamente retiradas dos estudos (p. 80-81). Da mesma forma, diferenças no conteúdo nutricional entre a soja natural e a GM foram omitidas de um estudo publicado (p. 35-36). Estudos com alimentação diluíram a soja GM na proporção de 10 para 1,34, e testes sobre milho GM usaram 1.250 vezes a mais do que a quantidade padrão internacional de uma enzima digestiva. Não há testes que garantam que os alimentos GM não sejam alergênicos. Embora padrões de testes recomendados internacionalmente possam minimizar essa possibilidade, hoje, o milho GM disponível no mercado falharia no teste com absoluta certeza (p. 179).
O único teste de alimentos GM envolvendo seres humanos já conduzido confirmou que genes manipulados se transferiram de um hambúrguer de soja e do milkshake de soja para as bactérias presentes no trato digestivo após somente uma refeição. A Organização Mundial de Saúde e as Associações Médicas americanas e britânicas estão preocupadas com a possibilidade de que se "genes marcadores resistentes a antibióticos" usados em alimentos GM se transferirem para bactérias do estômago, isso poderia criar super-doenças imunes a antibióticos (p. 59-60). Cientistas também estão preocupados com o fato de o "promotor" usado em alimentos GM se transfira para bactérias ou órgãos internos. Os promotores permanentemente ativam genes e podem criar efeitos imprevisíveis na saúde, incluindo crescimento celular pré-cancerígeno, achado nos estudos alimentares acima mencionados (p.37).
Embora a indústria de biotecnologia diga que milhões de pessoas têm consumido alimentos GM sem efeitos nocivos, isso é errôneo:
· Aproximadamente 100 pessoas morreram e 5 a 10.000 ficaram seriamente doentes com um suplemento alimentar manipulado geneticamente chamado L-triptófano (p.107-125).
· O leite de vacas tratadas com rbGH contém uma quantidade maior do hormônio IGF-1, que é um dos maiores fatores de risco associados com câncer de mama e próstata (p. 94-97).
· Alergias à soja aumentaram vertiginosamente em 50% no Reino Unido, no período que coincide com a introdução de soja GM importada dos E.U.A. (p. 160-161).
· Nos E.U.A., doenças provenientes relacionadas à alimentação aumentaram substancialmente, no mesmo período em que os americanos têm estado consumindo alimentos GM. Não há maneiras de confirmar essa conexão, já que ninguém tem procurado pelas conexões.
O Ex-Secretário de Agricultura Dan Glickman disse: "Em geral, o que eu vi de parte dos que estão a favor da biotecnologia foi a atitude de que a tecnologia era boa e que era quase imoral dizer que não era, porque ela iria resolver os problemas da raça humana... Se você for contra ela, você é um Luddite, é burro. Isso, francamente, foi a posição do nosso governo... Você se sentia quase como um alienígena, desleal, quando tentava apresentar uma visão de mente aberta" (p. 152-153). Os fatos meticulosamente documentados no livro Seeds of Deception demonstram a extensão do perigo dessa atitude de mentes fechadas e como ela pôs toda uma geração em risco.
*Notas se referem a páginas no livro Seeds of Deception de Jeffrey M. Smith.