Refrigerante
Na verdade, a fórmula "secreta" da
Coca-Cola (CC) se desvenda em 18 segundos em qualquer espectrômetro-ótico,
e basicamente até os cachorros a conhecem. Só que não dá para fabricar
igual, a não ser que você tenha uns 10 bilhões de dólares para brigar
com a CC na justiça, porque eles vão cair matando. A fórmula da Pepsi
tem uma diferença básica da CC e é proposital exatamente para evitar
processo judicial. Não é diferente porque não conseguiram fazer igual não,
é de propósito, mas próximo o suficiente para atrair o consumidor da CC que
quer um gostinho diferente com menos sal e açúcar.
Entre outras coisas, fui eu quem teve que
aprender tudo sobre refrigerante gaseificado para produzir o guaraná Golly
aqui, que usa o concentrado Brahma. Está no mercado até hoje, mas falhou terrivelmente
em promocional e vende só para o mercado local, tudo isso devido à cabeça
dura de alguns. Tive que aprender química, entender tudo sobre componentes
de refrigerantes, conservantes, sais, ácidos, cafeína, enlatamento, produção
de label de lata, permissões, aprovações e muito etc e tal. Montei um
mini-laboratório de análise de produto, equipamento até para analisar
quantidade de sólidos, etc.
Até desenvolvi programas para PC para cálculo
da fórmula com base nos volumes e tipo de envasamento (plástico ou alumínio),
pois isso muda os valores e o sabor. Tivemos até equipe de competição em
stock-car (veja foto abaixo).
Tire a imensa quantidade de sal que a CC usa
(50mg de sódio na lata) e você verá que a CC fica igualzinha a qualquer
outro refrigerante sem-vergonha e porcaria, adocicado e enjoado. É
exatamente o Cloreto de Sódio em exagero (que eles dizem ser "very
low sodium") que refresca e ao mesmo tempo dá sede em dobro, pedindo
outro refrigerante, e não enjoa porque o tal sal mata literalmente a
sensibilidade ao doce, que também tem de montão: 39 gramas de açúcar.
É ridículo, dos 350
gramas de produto líquido, mais
de 10% é açúcar. Imagine uma lata de CC, mais de 1 centímetro e meio da
lata é açúcar puro... isso dá aproximadamente umas 3 colheres de sopa
CHEIAS DE AÇÚCAR POR LATA!!!
Fórmula da CC? Simples: Concentrado de Açúcar
queimado - Caramelo - para dar cor escura e gosto; ácido fosfórico (azedinho);
açúcar (HFCS- High Fructose Corn Syrup - açúcar líquido da frutose do
milho); extrato da folha da planta COCA (África e Índia) e poucos outros
aromatizantes naturais de outras plantas, cafeína, e conservante que pode
ser Benzoato de Sódio ou Benzoato de Potássio, Dióxido de carbono de
montão para fritar a língua quando você a toma e junto com o sal dar a
sensação de refrigeração. O uso de ácido fosfórico e não o ácido cítrico
como todos os outros usam, é para dar a sensação de dentes e boca limpa
ao beber, o fosfórico literalmente frita tudo e em quantidade pode até
causar decapamento do esmalte dos dentes, coisa que o cítrico ataca com
muito menor violência. Tente comparar ácido fosfórico para ver as mil
recomendações de segurança e manuseio (queima o cristalino do olho,
queima a pele, etc). Só como informação geral, é proibido usar ácido
fosfórico em qualquer outro refrigerante, só a CC tem permissão...
claro, se tirar, a CC ficará com gosto de sabão. O extrato da coca e
outras folhas quase não muda nada no sabor, é mais efeito cosmético,
assim como o guaraná, você não sente o gosto dele, nem cheiro, (guaraná
tem gosto amargo de asfalto ralado) ele está lá até porque
legalmente tem que estar, mas se tirar você nem nota diferença no gosto.
O gosto é dado basicamente pelas quantidades diferentes de açúcar, açúcar
queimado, sais, ácidos e conservantes.
Tem uma
empresa química aqui em Bartow, sul de Orlando. Já visitei os caras um
montão de vezes e eles basicamente produzem aromatizantes e essências
para sucos. Sais concentrados e essências o dia inteiro, caminhão atrás
de caminhão. Eles produzem isso para fábricas de sorvete, refrigerantes,
sucos, enlatados, até comida colorida e aromatizada. Visitando a fábrica,
pedi para ver o depósito de concentrados das frutas, que deveria ser
imenso, cheio de reservatórios imensos de laranja, abacaxi, morango, e
tantos outros... O cara olhou para mim, deu uma risadinha e me levou para visitar
os depósitos imensos de corantes e mais de 50 tipos de componentes químicos.
O refrigerante de laranja o que menos tem é laranja. Morango, até os
gominhos que ficam em suspensão são feitos de goma (uma liga química que
envolve um semi-polímero). Abacaxi é um festival de ácidos e mais goma.
Essência para sorvete de abacate? Usa até peróxido de hidrogênio (água
oxigenada) para dar aquela sensação de arrasto espumoso no céu da boca
ao comer, típico do abacate.
O segundo refrigerante mais vendido aqui nos
Estados Unidos é o Dr.Pepper, sendo o mais antigo de todos, mais antigo
que a própria CC. Esse refrigerante era vendido obviamente sem refrigeração
e sem gaseificação em mil oitocentos e pedrada, em garrafinhas com rolha
como medicamento, nas carroças ambulantes que você vê em filmes do
velho oeste americano. Além de tirar dor de barriga e unha encravada,
também tirava mancha de ferrugem de cortina, além de ajudar a renovar a
graxa dos eixos das carroças. Para quem não sabe, Dr. Pepper tem um sabor
horrível, e é muito fácil de duplicar em casa : Pegue GELOL spray,
aquele que você usa quando leva um chute na canela, e dê um bom spray na
boca. Esse é o gosto do tal famoso Dr.Pepper que vende muito por aqui.
Refrigerante Diet
Quer saber a quantidade de lixo que tem em refrigerante diet? Não
uso nem para desentupir a pia, porque tenho pena da tubulação de pvc... Olha
só para abrir os olhos dos cegos : os produtos adocicantes diet tem via
muito curta. O aspartame , por exemplo, após 3 semanas de molhado passa a
ter gosto de pano velho sujo. Para evitar isso, soma-se uma infinidade de
outros químicos, um para esticar a vida do aspartame, outro para dar buffer
(arredondar) o gosto do segundo químico, outro para neutralizar a cor dos
dois químicos juntos que deixa o líquido turvo, outro para manter o
terceiro químico em suspensão - senão o fundo do refrigerante fica
escuro, outro para evitar cristalização do aspartame, outro para realçar,
dar "edge" no ácido cítrico ou fosfórico que acaba sofrendo
pela influência dos 4 produtos químicos iniciais, e assim vai... a lista
é enorme.
Depois de toda essa minha experiência com produção
e estudo de refrigerantes, posso firmar: Sabe qual é o melhor
refrigerante? Água filtrada, de preferência duplamente filtrada,
laranja ou limão espremido e gelo, mais nada, nem açúcar nem sal.
Infelizmente essa notícia não veio assinada. Possivelmente o anonimato faz parte de uma estratégia de autoproteção do narrador.
E ESCUTEM ESSA cocaína e Ritalin (primo do Prozac) produzem
resultados tão similares que animais sendo testados não descriminam entre as
duas drogas ou seja, a única diferença é que um vem de um laboratório
clandestino e o outro de um laboratório farmacêutico. Segue a news.
Ritalin - 'Sugar-Coated
Cocaine' For Kids?
By Joel Miller
© 2003 WorldNetDaily.com 5-15-3
A new study that casts
doubts on whether Ritalin use for youngsters makes them susceptible for drug
abuse later in life has sparked people's attention to a little-known fact:
Ritalin reacts in Junior's brain similarly to cocaine.
Yes, it's true:
Methylphenidate (generic moniker for the brand-name drug Ritalin) targets the
pleasure-producing centers of the brain - those that produce dopamine - the same
way cocaine does.
Dopamine is the neurotransmitter that makes the physical side of life fun and
pleasurable. When you eat chocolate, for instance, your dopamine level rises and
you get a shot of "happy juice." If you relied on chocolate for
continual euphoria instead of an occasional pick-me-up,
however, you'd get quite fat because your limbic system (in which dopamine does
its duty) is designed to regulate the amount of the neurotransmitter in your
system. To keep you from having too much, it reabsorbs the stuff; thus, it'd be
back to the Hershey's every little bit.
It's like a mental
grandma with a cookie jar-she always gives you enough to feel good, but never
enough to spoil your dinner.
Drugs like marijuana and
heroin cheat grandma by making her produce more cookies than usual, ramping up
dopamine production. Remember the "I Love Lucy" episode in which Lucy
and Ethel got a job at a candy factory and the production belt started kicking
out more goodies than they could process? That's the picture. But, as Dominic
Streatfeild points out in "Cocaine: An Unauthorized Biography," blow
is craftier that pot or smack:
"Instead of simply
cranking up production in the brain," explains Streatfeild, "what
cocaine does is to block its reuptake. It does this by hitting a molecule called
the dopamine transporter, bonding to, and thus disabling it. As more cocaine is
taken, the more dopamine transporters are kept busy, the less dopamine is
reabsorbed, thus the more dopamine there is floating around - the better you
feel."
What's interesting with
Ritalin is that it works the same way. To be sure, cocaine and Ritalin have
different molecular structures, but they are Tweedledee and Tweedledum
pharmacologically.
"According to
animal studies, Ritalin and cocaine act so much alike that they even compete for
the same binding sites on neurons," writes Brendan I. Koerner for Slate.
They both vie to block the same dopamine transporters - like two suitors
attracted to the same girl.
Coke and Ritalin produce
results so similar that test animals do not even discriminate between the two
drugs.
Writes Richard DeGrandpre,
author of "Ritalin Nation," "The laboratory procedures that led
to the New York Times' reporting that 'monkeys hooked up intravenously will
inject themselves [with cocaine] repeatedly, rejecting food, sex and sleep,'
also led to the finding, not reported by the Times, that lab animals given the
choice to self-administer comparable doses of cocaine and Ritalin do not favor
one over the other."
I suppose the paper of
record thought it too much a shocker to report that "the most commonly
prescribed psychotropic medicine for children in the United States," as
DeGrandpre puts it, is comparable in effect to a drug widely thought to be one
of the most habituating on earth (perhaps it wasn't fit to print).
DeGrandpre notes the
paradox: Why aren't all these members of Gen Rx becoming addicted?
The main reason, as he
points out, is that people usually become habituated to drugs they take in
non-medical situations. Plenty of people take very strong opiates as painkillers
in hospitals and never become addicted. But if taken in different situations and
with different expectations from the user, the results could be habituation. The
drug's chemistry is, after all, only part of the drug experience.
Of course, Ritalin can be
had and used in non-medical contexts. DeGrandpre notes many such cases,
including kids selling their prescriptions to their fellows instead of taking
the drug, kids stealing Ritalin from the school nurse's office, even teachers
stealing it from their kids.
Explains Koerner, "Recreational
users frequently crush their supply into fine powder for nasal delivery [as
cocaine is usually ingested] or, in extreme cases, melt it into an injectible
solution [as Sigmund Freud used to take his cocaine]."
Despite the similarity
with cocaine and the ease of abuse - made all the easier by its prolific
prescription - Ritalin remains legal and lauded, while cocaine is profoundly
illicit.
One of the great ironies
of drug policy is that the government damns some abusable substances on one hand,
while completely sanctioning them on the other. It's like a parent who trusts
his teen driver with a Honda, but not a Toyota.
The metaphor is apt
because when it comes to which substances its people wish to ingest, the
government considers itself mother and father and the people its little children.
Considering the fact that the government is supposed to be the servant of the
people - constitutionally, at any rate, it
only has powers they grant - that might be the biggest irony of all.
Joel Miller is senior editor of WND Books and co-publisher of Oakdown Books.
© 2003 WorldNetDaily.com,
Inc.