QUARTA TRANS NA COOLMEIA – 20/08/03

Oficina Vivencial de Biodanza – "Transformando Sonhos em Realidade: dando alicarces aos nossos castelos no ar..."

Cleber Castilhos, antropólogo organizacional Participação: 18 pessoas

A Biodanza começou com a denominação de Psicodança. Cleber desenvolve há mais de 15 anos programas de integração e desenvolvimento de equipes em organizações. Agora busca estabelecer a conexão da Biodanza, da qual é facilitador, com a Rede Trans.

O grupo precisa definir a identidade do IPETRANS. Para atingir esse objetivo, os agentes necessitam estabelecer relações de confiança e construir um processo de conhecimento pessoal entre si. Os aspectos emocionais não devem ser ignorados. Nossa organização não pode se restringir à aprendizagem cognitiva-racional, mas igualmente englobar a cognitiva-emocional. Essa visão nos permitirá fazer leituras de grupo mais aprimoradas, onde aparecerão de forma transparente as diferenças que devem ser respeitadas e trabalhadas. As trocas ocorrem não apenas entre os integrantes do grupo, como também com o espaço, com o ambiente onde se insere.

Não podemos abrir mão da fala emocional, pois é isso é uma das coisas que nos diferencia. Não queremos apenas currículo e reconhecimento público, disputados na arena com as armas já conhecidas.

A Biodanza nasceu no Chile, nos anos ’60, como o objetivo de integrar as pessoas. Hoje também se trabalha individualmente e com organizações, mas não se pode impor de cima para baixo um modelo pronto. Dançar é emocionar, e as pessoas em geral lidam mal com suas emoções. Busca-se o gesto pleno, integrado de sentido. Foi na Biodanza que surgiu o conceito de Educação Biocêntrica, que é um trabalho pedagógico e sistêmico que coloca a vida no centro.

As empresas, que hesitam em investir na capacitação de seus trabalhadores (ou colaboradores) devem se conscientizar que não estão no centro e devem trabalhar para alcancá-lo.

O grupo foi dividido em grupos menores e instado a responder às seguintes perguntas: "Você tem fome de quê?" e "Você tem sede de quê?" As forma de relatos foram variadas, evidenciando as relações de poder dentro dos grupos e a capacidade de superação de seus limites. Alguns se expressaram através de mímica. Outros começaram a trabalhar sem se apresentar, demonstrando o problema da segmentação tantas vezes encontrada em nossos projetos, movidos pela pressa, sem conhecermos a realidade onde estamos atuando. E teve quem abdicou de seu poder através da clássica figura do relator, que se sobressai em detrimento dos demais, ajudando a criar as lideranças verticais

Algumas respostas: confiança, estabilidade, ação, tolerância, compreensão, paciência, justiça, esperança, política, dignidade, amor, solidariedade, fraternidade, conhecimento, paz.

Questionamentos: o grupo vai buscar a identidade ou a diversidade/pluralidade/alteridade? Definir bem os conceitos das palavras na nossa comunicação. Quando falo de amor, deve me analisar e verificar se me dei ao ato amoroso, se foi um gesto de doação ou um ato de posse, um investimento de poder. Utopia não é um sonho impossível, mas sim um lugar, uma situação a ser perseguida e atingida. Uma delas é o Ágape, a forma de amor que reúne as pessoas a partir da amizade, superando a amor conjugal: um estado de compartilhamento e comunhão. O amor verdadeiro é incondicional, movido pelo simples prazer de dar, em benefício de uma causa, de uma pessoa ou outra razão.

A partir daí os exercícios foram eminentemente corporais, sensitivos, emocionais. Experimentou-se, por exemplo, vivências que trabalharam com a confiança, ao sermos conduzidos de olhos fechados pelo salão da Coolmeia. Também dançamos aos pares, em círculo, trabalhou-se com o olhar e tudo culminou com a roda, encerrando novamente com êxito mais uma edição da QUARTA TRANS NA COOLMEIA.

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