O Parque Nacional Yasuní em Perigo

A integridade do Parque Naconal Yasuní, um dos espaços de maior endemismo e biodiversidade do mundo, depende de um tramite, a licença ambiental que Petrobrás tramita no Ministério de Ambiente.
Com 982.000 ha. Hectares, é este um dos maiores parques nacionais a nível continental, é reserva da biosfera, e, alem, território do povo guarani, povo que está sendo exterminado pelas empresas petrolíferas.
10 empresas petrolíferas afetaram já uma parte importante do Parque: Maxus, Perez compac, Elf, Vintage, têm responsabilidades ambientais pelos danos causados. Na atualidade operam Repsol-YPF, Encana, Oxy, Petroecuador e Petrobrás. Cada uma destas empresas, nos respectivos estudos que realizaram, declararam que não haveriam impactos, que a tecnologia de ponta era uma garantia e que os direitos do povo Huaorani estariam garantidos.
Hoje podemos ver os resultados: uma grande extensão do Parque destruída, uma altíssima porcentagem do povo Huaorini tem hepatite B e outras doenças. Os Huaorini dependem da caridade para viver, pois, alem da destruição das florestas, foram proibidos de caçar. Alguns Huaorani e Kichwuas foram induzidos a se assentarem perto da estrada, como mão de obra para a construção, hoje vivem conflitos de terras.
Do ponto de vista ambiental, introduziu-se uma variedade exótica de pasto africano, se desflorestaram milhares de hectares e os rios foram contaminados. Todos esses danos deveriam ser devolvidos antes de continuar com esses projetos.
Na atualidade Petrobrás está tramitando a sua licença ambiental para desenvolver a atividade petrolífera no coração do Parque Nacional Yasuní. Vai se construir uma estrada, um oleoduto e uma estação gigantesca de separação e processamento.
O projeto está sendo desenvolvido por rações absurdas, não é rentável economicamente, mas como os poços de perfuração já foram construídos, querem aproveitar o investimento para extrair o pouco petróleo que contêm. A tecnologia proposta é a mais barata e poluidora: descarregas de efluentes, enterramento de resíduos de perfuração no local, construção de estradas, oleoduto parcialmente enterrado, etc...
As estações científicas pertencentes a duas universidades particulares, A Universidade San Francisco e a PUCE, assentadas dentro do parque resolveram negociar os direitos de todos os equatorianos em troca de 3.500 milhões de dólares e de uma área de exclusão de 5 km.. em volta das instalações. Eles aprovaram um estudo de impacto ambiental péssimo, incompleto e cheio de ambigüidades.
Ainda estamos a tempo de parar a licença ambiental, por favor ajuda demonstrar que somos muitos os comprometidos com a natureza e os povos indígenas.

Por favor envie sua carta a

Fabián Valdivieso
Ministro de Ambiente

MINISTRO
Telefone: 593 2 256-3462
Fax: 593 2 250-0041
E-mail: mma@ambiente.gov.ec 
E a Calidadambiental@ambiente.gov.ec 

Carta Modelo

Quito, 28 de abril 2004

Senhor Doutor

Fabián Valdivieso
Ministro do Meio-Ambiente

Através da presente, queremos manifestar nossa profunda preocupação pelo Parque Nacional Yasuní e as novas ameaças contra sua integridade. Sabemos que a empresa Petrobrás quer entrar no Bloco 31, no coração do parque.
Sabemos que o Estudo de Impacto Ambiental é incompleto e não cumpre com as exigências da lei equatoriana. Sabemos que contém erros, impressões, ambigüidades e, alem disso, se contradiz com os verdadeiros planos da empresa que consistem em construir TODA a infraestrutura no interior do parque usando a pior tecnologia.
Aderimos ao pedido público que advoga por uma auditoria ambiental prévia, independente que avalie o impacto das atividades petrolíferas que já se encontram no Parque, as quais enfrentam denúncias de graves problemas ambientais e sociais que devem ser estudados.
Consideramos intolerável que as empresas petrolíferas internacionais pretendam ganhar dinheiro pulando as leis ao entregar "donativos" a comunidades e instituições de investigação. O Parque Nacional Yasuní é, como sabemos, uma área protegida de muito valor para o Equador, e também para o mundo. Por isso foi declarada Reserva Mundial da Biosfera.
Como cidadãos estrangeiros, tomamos o compromisso de exigir as empresas petrolíferas dos nossos respectivos países que se retirem do parque, caso seja provado que as suas atividades estivessem provocando a destruição ambiental ou prejuízos aos direitos coletivos, e solicitamos ao senhor que NÃO conceda a licença ambiental a essa nova concessão, pois não há garantias de conservação.

Atenciosamente.

Ação Ecológica
Alexandra Almeida
C.I. 170867325-4
Nota de Imprensa

Ação Ecológica pede realizar auditoria ambiental das atividades petrolíferas em Yasuní e exige que não se entregue a licença ambiental à Petrobrás que pretende desenvolver um projeto hidrocarburífero no Bloco 31, no coração do Parque Nacional Yasuní. O argumento dado é que o Estudo de Impacto Ambiental é incompleto, contém erros e ambigüidades. Afirmam que a tecnologia proposta é pobre do ponto de vista ambiental e, pior ainda, que as propostas do EIA contradizem-se com os planos verdadeiros da empresa que consistem em construir TODA a a infra-estrutura dentro do parque nacional.

Brasil, Maio de 2004.

Através desta carta nós gostaríamos de manifestar nossa profunda preocupação sobre a situação do Parque Nacional de Yasuni e as novas ameaças com a sua integridade. Nós sabemos que a Petrobrás quer entrar no Bloco 31, o qual está no coração do Parque.
Tememos que o Estudo de Impacto Ambiental apresentado pela Petrobrás esteja incompleto e não em conformidade com as leis do Equador. Que contenha erros, omissões e ambigüidades, que contradiz os verdadeiros planos da companhia que é construir toda a sua infrainstrutura dentro do parque nacional, usando de uma tecnologia que inevitavelmente produz danos ambientais.
Nós nos unimos a demanda pública de uma auditoria ambiental independente para continuar com o projeto de avaliar os impactos das atividades de perfuração de petróleo os quais já começaram a ser feitos dentro do Parque Nacional de Yasuní, que geraram acusações de severos problemas ambientais e sociais que precisam ser urgentemente verificados.
Envergonhamo-nos de companhia petroleira tencionar ganhar vantagens por cima das leis do Equador dando "doações" para comunidades e centros de pesquisa. Além disso, o Parque Nacional de Yasuní é uma área protegida de crítica importância não só para o Equador como para o resto do mundo, motivo pelo qual foi declarado Reserva Mundial da Biosfera.
Caso seja provado que as atividades causam destruição ambiental e estragos aos direitos coletivos solicitamos que Petrobrás reveja seus planos garantindo a conservação ambiental e os direitos dos povos vizinhos do Equador.

Sinceramente,

Mais Informações
www.accionecologica.org 

www.rainforesrinfo.org.au 

www.oilwatch.org.ec 

www.amazonwatch.org 

Cópias de Vídeo:
rainforestinfo@ozemail.com.au
 

oilwatch@uio.satnet.net  

O que você pode fazer?

1) Escrever uma carta de protesto ao West LB.
2)Protestar o OCP com a companhia de petróleo ou Banco de seu país.
3) Protestar contra o FMI
4) Organizar apresentações deste vídeo em sua comunidade seguidas da elaboração de uma carta endereçada ao West LB, ao FMI e companhias de petróleo.
5)Diminuir o consumo de combustíveis e derivados de petróleo.
6) Agir no município a favor de transportes alternativos nas cidades, como a implantação de ciclovias, bicicletários e rotas que privilegiam aos pedestres( ainda mais em ano de eleições).

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