O Parque Nacional Yasuní em Perigo
A
integridade do Parque Naconal Yasuní, um dos espaços de maior endemismo e
biodiversidade do mundo, depende de um tramite, a licença ambiental que Petrobrás tramita no Ministério de Ambiente. Por
favor envie sua carta a Fabián
Valdivieso MINISTRO
Com
982.000 ha. Hectares, é este um dos maiores parques nacionais a nível
continental, é reserva da biosfera, e, alem, território do povo guarani, povo
que está sendo exterminado pelas empresas petrolíferas.
10
empresas petrolíferas afetaram já uma parte importante do Parque: Maxus, Perez
compac, Elf, Vintage, têm responsabilidades ambientais pelos danos causados.
Na atualidade operam Repsol-YPF, Encana, Oxy, Petroecuador e Petrobrás. Cada uma
destas empresas, nos respectivos estudos que realizaram, declararam que não
haveriam impactos, que a tecnologia de ponta era uma garantia e que os direitos
do povo Huaorani estariam garantidos.
Hoje
podemos ver os resultados: uma grande extensão do Parque destruída, uma
altíssima porcentagem do povo Huaorini tem hepatite B e outras doenças. Os
Huaorini dependem da caridade para viver, pois, alem da destruição das
florestas, foram proibidos de caçar. Alguns Huaorani e Kichwuas foram induzidos
a se assentarem perto da estrada, como mão de obra para a construção, hoje
vivem conflitos de terras.
Do
ponto de vista ambiental, introduziu-se uma variedade exótica de pasto
africano, se desflorestaram milhares de hectares e os rios foram contaminados. Todos
esses danos deveriam ser devolvidos antes de continuar com esses projetos.
Na
atualidade Petrobrás está tramitando a sua licença ambiental para desenvolver
a atividade petrolífera no coração do Parque Nacional Yasuní. Vai se
construir uma estrada, um oleoduto e uma estação gigantesca de separação e
processamento.
O
projeto está sendo desenvolvido por rações absurdas, não é rentável
economicamente, mas como os poços de perfuração já foram construídos, querem
aproveitar o investimento para extrair o pouco petróleo que contêm. A
tecnologia proposta é a mais barata e poluidora: descarregas de efluentes,
enterramento de resíduos de perfuração no local, construção de estradas,
oleoduto parcialmente enterrado, etc...
As
estações científicas pertencentes a duas universidades particulares, A
Universidade San Francisco e a PUCE, assentadas dentro do parque resolveram
negociar os direitos de todos os equatorianos em troca de 3.500 milhões de
dólares e de uma área de exclusão de 5 km.. em volta das instalações. Eles
aprovaram um estudo de impacto ambiental péssimo, incompleto e cheio de ambigüidades.
Ainda
estamos a tempo de parar a licença ambiental, por favor ajuda demonstrar que
somos muitos os comprometidos com a natureza e os povos indígenas.
Ministro
de Ambiente
Telefone:
593 2 256-3462
Fax:
593 2 250-0041
E-mail: mma@ambiente.gov.ec
E
a Calidadambiental@ambiente.gov.ec
Carta Modelo
Quito, 28 de abril 2004
Senhor Doutor
Fabián
Valdivieso
Ministro do Meio-Ambiente
Através
da presente, queremos manifestar nossa profunda preocupação pelo Parque
Nacional Yasuní e as novas ameaças contra sua integridade. Sabemos que a
empresa Petrobrás quer entrar no Bloco 31, no coração do parque.
Sabemos
que o Estudo de Impacto Ambiental é incompleto e não cumpre com as exigências
da lei equatoriana. Sabemos que contém erros, impressões, ambigüidades e,
alem disso, se contradiz com os verdadeiros planos da empresa que consistem em
construir TODA a infraestrutura no interior do parque usando a pior tecnologia.
Aderimos
ao pedido público que advoga por uma auditoria ambiental prévia, independente
que avalie o impacto das atividades petrolíferas que já se encontram no Parque,
as quais enfrentam denúncias de graves problemas ambientais e sociais que devem
ser estudados.
Consideramos
intolerável que as empresas petrolíferas internacionais pretendam ganhar
dinheiro pulando as leis ao entregar "donativos" a comunidades e
instituições de investigação. O Parque Nacional Yasuní é, como sabemos, uma
área protegida de muito valor para o Equador, e também para o mundo. Por isso
foi declarada Reserva Mundial da Biosfera.
Como
cidadãos estrangeiros, tomamos o compromisso de exigir as empresas
petrolíferas dos nossos respectivos países que se retirem do parque, caso seja
provado que as suas atividades estivessem provocando a destruição ambiental ou
prejuízos aos direitos coletivos, e solicitamos ao senhor que NÃO conceda a
licença ambiental a essa nova concessão, pois não há garantias de
conservação.
Atenciosamente.
Ação
Ecológica
Alexandra Almeida
C.I. 170867325-4
Nota de Imprensa
Ação Ecológica pede realizar auditoria ambiental das atividades petrolíferas em Yasuní e exige que não se entregue a licença ambiental à Petrobrás que pretende desenvolver um projeto hidrocarburífero no Bloco 31, no coração do Parque Nacional Yasuní. O argumento dado é que o Estudo de Impacto Ambiental é incompleto, contém erros e ambigüidades. Afirmam que a tecnologia proposta é pobre do ponto de vista ambiental e, pior ainda, que as propostas do EIA contradizem-se com os planos verdadeiros da empresa que consistem em construir TODA a a infra-estrutura dentro do parque nacional.
Brasil, Maio de 2004.
Através
desta carta nós gostaríamos de manifestar nossa profunda preocupação sobre a
situação do Parque Nacional de Yasuni e as novas ameaças com a sua
integridade. Nós sabemos que a Petrobrás quer entrar no Bloco 31, o qual está
no coração do Parque.
Tememos
que o Estudo de Impacto Ambiental apresentado pela Petrobrás esteja incompleto
e não em conformidade com as leis do Equador. Que contenha erros, omissões e
ambigüidades, que contradiz os verdadeiros planos da companhia que é construir
toda a sua infrainstrutura dentro do parque nacional, usando de uma tecnologia
que inevitavelmente produz danos ambientais.
Nós
nos unimos a demanda pública de uma auditoria ambiental independente para
continuar com o projeto de avaliar os impactos das atividades de perfuração de
petróleo os quais já começaram a ser feitos dentro do Parque Nacional de
Yasuní, que geraram acusações de severos problemas ambientais e sociais que
precisam ser urgentemente verificados.
Envergonhamo-nos
de companhia petroleira tencionar ganhar vantagens por cima das leis do Equador
dando "doações" para comunidades e centros de pesquisa. Além disso,
o Parque Nacional de Yasuní é uma área protegida de crítica importância não
só para o Equador como para o resto do mundo, motivo pelo qual foi declarado
Reserva Mundial da Biosfera.
Caso
seja provado que as atividades causam destruição ambiental e estragos aos
direitos coletivos solicitamos que Petrobrás reveja seus planos garantindo a
conservação ambiental e os direitos dos povos vizinhos do Equador.
Sinceramente,
Mais Informações
www.accionecologica.org
Cópias de Vídeo:
rainforestinfo@ozemail.com.au
O que você pode fazer?
1)
Escrever uma carta de protesto ao West LB.
2)Protestar
o OCP com a companhia de petróleo ou Banco de seu país.
3)
Protestar contra o FMI
4)
Organizar apresentações deste vídeo em sua comunidade seguidas da
elaboração de uma carta endereçada ao West LB, ao FMI e companhias de
petróleo.
5)Diminuir
o consumo de combustíveis e derivados de petróleo.
6)
Agir no município a favor de transportes alternativos nas cidades, como a
implantação de ciclovias, bicicletários e rotas que privilegiam aos
pedestres( ainda mais em ano de eleições).